Azul

AZUL – Tanto Sol V

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Eu não podia deixar de postar TANTO SOL. Trata-se de uma série de sete poemetos, que foram surgindo na medida em que me aprofundava numa pesquisa sobre a LUZ. Fui remexer nas pesquisas de Einstein por curiosidade, e acabei passando dois anos e meio envolvida com essa obra séptulpa. A princípio fluiram logo os cinco primeiros poemas, sendo este aqui o quinto, o AZUL.

Quando escrevi o AZUL, travei, porque mergulhei profundamente na experiência que descrevo neste poema. Apenas uma ou duas pessoas tiveram o insight de que este poema descreve algo que eu vivi, de fato.
Lá pelo meio do processo alguém quis me encomendar um poema que julgava estar “faltando” no TANTO SOL, um poema para a cor ROSA, solicitação que precisei declinar devido ao fato de que rosa NÃO É UMA COR, é uma ilusão de ótica. Trata-se da inversão do verde, logo, o rosa não existe. Foi o que expliquei na tentativa de me justificar, pois TANTO SOL só teria sete poemas, um para cada uma das unidades da escala cromáticas. Não teve jeito, sei que causei uma decepção, porque essa coisa do rosa está relacionada com uma propensão à dissociação de certos aspectos da realidade, e lá fui eu de novo num looping que durou mais uns seis meses…
Estou escrevendo uma crônica com este título: ROSA É UMA COR QUE NÃO EXISTE. Assim, quando postar aqui o texto, vocês já sabem a gênese da crônica. Por enquanto fiquem com o AZUL. Este existe, e no poemeto digo o que entendo ser esta cor. No próximo poemeto da série TANTO SOL continuo contando esta saga de dois anos e meio, que ficou registrada em minha página no site literário BLOCOS ONLINE, através de minha querida amiga LEILA MICCOLIS .
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