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A luta pela apropriação da causa indígena no Brasil

Há uma luta pela apropriação da causa indígena no Brasil, em várias regiões do país, travada por oportunistas. Oportunistas são a pior espécie de criatura. Eles farejam situações onde existem desvalidos, desamparados, excluídos, pessoas que não tem a quem recorrer para defender seus direitos, e se apresentam a elas como seus salvadores, seus benfeitores, como os seus heróis. Quando fazem isso, é porque já tem em mente algum  projeto para tirar proveito daquela situação em benefício próprio, já arquitetaram um modo de se promover, ou de ganhar dinheiro, espaço na mídia, tornar-se uma celebridade ou algo assim. Infelizmente muitos deles estão entre os próprios indígenas, levando-os a crer, em sua ingenuidade, que serão conduzidos para uma solução, para um desfecho de seus problemas, mas na verdade são conduzidos a andar em círculos.

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Acabo de testemunhar uma reivindicação absurda de DIREITOS EXCLUSIVOS DE EXIBIÇÃO do filme acima, CUJO CÓDIGO para inserí-lo em qualquer página da web, além das opções de enviar por e-mail ou até mesmo fazer download, está disponível no o site da CÂMARA DOS DEPUTADOS. O reivindicante diz-se dono de direitos garantidos por um CONTRATO com o site da CÂMARA DOS DEPUTADOS, que dá direitos exclusivos de reprodução. Isso ocorreu no conhecido blog Combate Racismo Ambiental de Tânia Pacheco, que muito contribui para denúncia e artigos sobre questões de exclusão social de minorias e devastação ambiental, que conta com colaboradores de peso como Telma Monteiro e outros ativistas conhecidos, militantes em defesa das causas sócio-ambientais.

Uma semana depois de ter postado este vídeo aqui, o dito detentor dos direitos me ligou, pedindo para removê-lo. Disse que estava pedindo educadamente que tirasse para que não fosse forçado a me acionar judicialmente, porque teria PERDAS FINANCEIRAS, devido a um contrato que ele tinha assinado com alguém, cedendo exclusividade de exibição. E assim o assunto vai rendendo bastante no bolso de alguns, certamente não em benefício de TODOS os índios. Atendi o pedido, mas acreditem, ninguém perdeu grandes coisas…

Texano na Amazônia

Mas nada se compara ao cowboy texano que tem a CARA-DE-PAU de se apresentar como “O Salvador da Amazônia”. Trata-se de John Cain Carter que veio direto da guerra do Iraque para a fazenda de seu sogro, onde esteve ao lado  dos fazendeiros que contratam pistoleiros para extermínio dos moradores da região do Alto Xingú. Ele hoje administra a ONG Aliança da Terra em um confortável escritório comercial em Goiânia, conforme relata neste artigo de PLANETA SUSTENTÁVEL . Embora tenha enfrentado índios e toda espécie de confrontos territoriais característicos daquela região, ele alega que só desistiu de sua fazenda por causa de um quase bem sucedido ataque de cascavel à sua filha que na época era um bebê.

Ele garante que ensina aos fazendeiros a monitorar a devastação e a produzir de modo “sustentável” naquela região, onde está a maior floresta do planeta, onde é impossível fazer QUALQUER INTERVENÇÃO sem causar um impacto desastroso. Ele se coloca como um ativista que defende a Amazônia, enquanto promove o projeto do Estado que propõe o MONITORAMENTO do DESFLORESTAMENTO da “Amazônia Legal” – PRODES . O cowboy está preparando um livro onde relatará suas experiências na Amazônia, e garante que será um best-seller. Certamente espera fama e dinheiro, visibilidade na mídia e mais projeção para seu trabalho de assessoria e suporte para a política totalitária que o Estado vem implantando nas regiões de conflito, como documenta o vídeo abaixo.

Encerramos com o documentário AMAZÔNIA, UMA REGIÃO DE POUCOS, sobre como jornalistas e ambientalistas foram recebidos pelos fazendeiros da região do Rio Preto, no noroeste do MATO GROSSO, onde uma comunidade indígena, que recebe suporte do GREENPEACE, pediu ajuda para negociação da questão da demarcação de suas terras com os fazendeiros. É este o cerco impenetrável que é feito em torno dos territórios indígenas, onde os donos das terras demarcadas ficam ilhados, sendo intimidados, espoliados, roubados, invadidos, violados de todas as formas. Quando pedem ajuda, quem deseja chegar até eles para REALMENTE SOCORRÊ-LOS, esbarra nesta blindagem, que conta com a conivência do ESTADO e das autoridades locais. Vídeo compartilhado por JESUS YBARZO .

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Campanha internacional contra o PLP 227/2012

A E-DITORA buscou suporte do grupo #ChangeBrazil para produzir uma Campanha internacional contra a PLP227/2012, através de vídeos explicativos do ABSURDO INCOSNTITUCIONAL que está tramitando no Congresso Nacional. Este Projeto de Lei Complementar visa contruir barragens, estradas, implantar projetos de toda natureza nas terras indígenas brasileiras, sem que os seus donos, is índios, tenham que ser consutados.

Em sua última tentativa de votação para aprovação da PLP227 em CARÁTER DE URGÊNCIA na Câmara dos Deputados, no dia 16 de julho de 2013, o Brasil manifestou-se CONTRA este ato incostitucional do Governo Brasileiro através das Redes Sociais, num “twitaço” através da hashtag #GolpePLP227NAO alcançando 3º lugar nos trends mundiais do Twitter, com mensagens diretas para os perfis dos parlamentares participantes da comissão, na hora em que estavam reunidos, dizendo, entre outras coisas, que a lista dos presentes na votação seria publicada nas Redes Sociais e que eles jamais seriam eleitos novamente, para nenhum cargo público.

 

O então Presidente da Comissão em reunião naquele momento, deputado HENRIQUE ALVES (PMDB/RN) determinou que o Projeto de Lei Complementar em votação fosse retirado do caráter de urgência, e que fosse convocada uma Comissão para a consulta dos indígenas em relação a medida. Desde então a PLP227/2012 encontra-se em trâmite no Congresso Nacional.

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A E-DITORA está inscrita no site da Câmara dos Deputados para acompanhar o trâmite da PLP227 desde então. Cada vez que o Projeto de Lei se move no Congresso, nós recebemos um boletim por e-mail.  Nada ainda foi acrescentado ao Projeto, apenas foi encaminhado a uma Comissão de Direitos Humanos. Estamos aguardando e acompanhando de perto por onde anda a PLP227. Nós não somos Anonymous, mas não esquecemos, e não perdoamos crimes contra a constituição Brasileira, ou contra os nossos pais, as nações indígenas do Brasil.

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CACIQUE RAONI: O Guardião do ELDORADO

Não, não era verdade que o motivo do choro do CACIQUE RAONI foi a decisão do Governo de Dilma por construir Belo Monte, a despeito dos pareceres técnicos e inviabilidade de negociação com os DONOS DAQUELE TERRITÓRIO, os KAIAPÓSNESTE MANIFESTO em frente a Prefeitura de COLIDER/MT, Raoni desmente este boato e declara que Belo Monte só irá pra frente caso “Dilma o mate” lá em Brasília, onde anuncia que irá apresentar-se “juntamente com seus guerreiros”. Neste vídeo Raoni desmente isso e DESAFIA O GOVERNO e DILMA ROUSSEFF A MANDAR O EXÉRCITO PARA MATÁ-LO, alegando ser essa A ÚNICA MANEIRA DE CONSEGUIREM CONSTRUIR BELO MONTE.

Liderança de projeção internacional, RAONI é representante dos DONOS DO MAIOR TESOURO DO PLANETA TERRA, o lendário ELDORADO. Esta lenda amazônica já levou para aquela região muitas expedições na antiguidade, os povos ancestrais MAIAS, INCAS e ASTECAS tinham registros deste imenso reservatório de ouro, o qual os Espanhóis passaram séculos investigando, na esperança de encontrar. Muitas lendas falam sobre estas expedições, e que até mesmo o Rei Salomão teria vindo a Amazônia em busca do Eldorado.

A lenda fala de ouro sob águas de um rio amazônico. O primeiro local conhecido como o cenário da lenda, o lago boliviano PARIME, já foi drenado a ponto de ficar totalmente seco, comprovando não ser ali de fato o verdadeiro local. Depois disto, cogitou-se de que o lago estaria entre Roraima e a Guiana, mas até hoje, ninguém achou o tal local onde um imenso manacial de ouro está submerso sob as águas de um rio… NA AMAZÔNIA.

Clique nesta foto e LEIA SOBRE A INVESTIGAÇÂO que o MPF-Ministério Público Federal de ALTAMIRA – PARÁ está fazendo sobre o projeto de mineração da BELO SUN, a mineradora canadense adquirida por EIKE BATISTA, que já anunciou a extração de modestas 50 toneldas de ouro do local.  Neste parágrafo AS LETRAS EM NEGRITO SÃO  LINKS pra vc abrir mais informações, com detalhes oferecidos por outros sites, que também estão empenhados em informar e chamar o povo brasileiro para esta discução. Abaixo o mapa do projeto da mineradora BELO SUN.

Deste modo fica comprovado que a usina hidrelétrica, improdutiva como fonte de energia elétrica devido ás vazantes do rio Xingu durante a maior parte do ano, é apenas UMA ETAPA do projeto BELO SUN, que viabiliza a mineração no local. Este imenso manancial de ouro é o foco dos controladores financeiros globalizados há mais de 1/2 século. Um conjunto de medidas estratégicas vem sendo implantado desde o tempo da ditadura militar para alcançar o objetivo de colocar as garras neste manacial incalculável do metal mais precioso que existe.

Dois meses depois do assassinato de CHICO MENDES aconteceu o histórico 1º ENCONTRO DOS POVOS INDÍGENAS DO XINGU, em ALTAMIRA, de 20 a 25 de fevereiro de 1989. A pauta do encontro era IMPEDIR O PROJETO KARARAÔ, que hoje chama-se BELO MONTE, e o perplexo ameaçado pelo facão de Tuíra Kaiapó é Antonio Muniz Lopes, então Presidente da ELETRONORTE. Veja os detalhes destes 25 ANOS DE RESISTÊNCIA contra a invasão, desapropriação e depredação da VOLTA GRANDE DO XINGÚ em nosso post XINGU+23 anos de resistência contra BELO MONTE , com todo o histórico de assassinatos e extermínio das lideranças indígenas e ribeirinhas, além de sistemáticas ocupações pelas FORÇAS ARMADAS, POLÍCIA FEDERAL e ruralistas. RAONI diz que terão de matá-lo também, caso contrário, enquanto tiver fôlego de vida, lutará para defender e preservar o ELDORADO submerso na VOLTA DO XINGÚ. Os donos dessas terras são o povo mais rico do planeta, donos da maior reserva de ouro, ainda intocada, que existe no mundo…

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Indígenas já praticam DEMOCRACIA DIRETA no Brasil


No dia 16 de abril, em clima de comemoração do “DIA DO ÍNDIO”, no pleno exercício da DEMOCRACIA DIRETA, as lideranças das Nações Indígenas do Brasil invadiram a plenária da Câmara dos Deputados, no Congresso Nacional, Esplanada dos Ministérios, Brasilia/DF. Havia ao menos 73 etnias representadas no grupo formado por mais de 700 indivíduos, vestidos de acordo com suas culturas, numa manifestação impressionante, fazendo soar seus maracás e suas vozes em uníssono.

Muitas questões além da IMPUGNAÇÃO da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215, que visa transferir da FUNAI para o CONGRESSO NACIONAL as questões da DEMARCAÇÃO DAS TERRAS INDÍGENAS. Com essa MANOBRA POLÍTICA, a decisão sobre a demarcação destes territórios sairia do Poder Executivo e passaria ao Poder Legislativo, com o intuito de que estes processos SE ARRASTEM POR MAIS TEMPO AINDA do que já ocorre, viabilizando assim os abusos DO GOVERNO FEDERAL e sua impunidade.

O MINISTRO DA JUSTIÇA José Eduardo Cardozo já manifestou-se totalmente contra a transferência destas questões do Executivo para o Legislativo, portanto CONTRA A PEC 215 (leia mais detalhes neste link) , alegando que a FUNAI precisa ser fortalecida e capacitada para agilizar ainda mais os processos, e continuar em sua competência. Exatamente NESTE MESMO DIA, O GOVERNO DILMA ROUSSEFF SUSPENDEU A OPERAÇÃO TAPAJÓS, por ordem do TRF-1, em Brasília (TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª REGIÃO), a pedidos do MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. O Contingente da OP Tapajós ocupava, desde 25 de março próximo passado o TERRITÓRIO INDÍGENA DE MANDURUKU, local  onde o Governo Federal pretende implantar MAIS UMA USINA HIDRELÉTRICA DO COMPLEXO DO QUAL FAZ PARTE A USINA DE BELO MONTE. Esta ocupação ocorria através da mobilização de cerca de 250 integrantes da POLICIA FEDERAL, POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL, FORÇA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA E FORÇAS ARMADAS.

Este vídeo é o registro de um ataque anterior, ocorrido em 7 de novembro de 2012, ao mesmo povo MANDURUKU, numa OUTRA OPERAÇÃO DE NOME ELDORADO. O nome da OP faz menção exatamente do LENDÁRIO TESOURO DO ELDORADO, que encontra-se DE FATO na VOLTA DO XINGU, alvo da EMPRESA MINERADORA BELOSUN (detalhes no link), de propriedade de EIKE BATISTA (detalhes no link). O complexo hidrelétrico é na verdade um pretexto para desocupar o território, usar o equipamento que seria para a construção das hidrelétricas para as prévias da mineração deste ouro. Acredita-se que seja este o MAIOR RESERVATÓRIO DE OURO do planeta, o lendário ELDORADO… que existe de fato. É na VOLTA DO XINGU, tema de nosso próximo post.

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Genocídio Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul

Em vias de extermínio eminente, a comunidade, que está sob cerco de pistoleiros, anuncia o genocídio Guarani – Kaiowá. Uma tribo com 170 pessoas está em vias de ser exterminada. O Mato Grosso seria território do Paraguai se aquelas nações não tivessem lutado para defendê-lo, por isso receberam através de documento lavrado por D. Pedro II aquelas terras como propriedade legítima.  Os jovens, de estrutura emocional mais vulnerável, tem cometido suicídio com regularidade alarmante, por não suportarem o cerco e a ameaça eminente de serem atacados, passando pelos mesmos terrores que viveram anteriormente, por não abrirem mão do seu território. A divulgação de imagens como esta abaixo tem sido proibidas pelas lideranças das tribos atacadas, mas cederam recentemente devido à exaustão e o desespero de não haver A QUEM RECORRER ou pedir socorro.

Chegamos a este extremo. Não aguentamos mais isso. Eu não aguento mais isso. Se você analisar nossa revista, verá que não suportamos sensacionalismos, mas meu povo está sendo exterminado e não consigo mais dormir pensando nas 70 crianças que estão lá agora, sem saber se será esta noite que os brancos atacarão a aldeia.

Carta da comunidade Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay-Iguatemi-MS para o Governo e Justiça do Brasil

Nós (50 homens, 50 mulheres, 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias do Tekoha Pyelito kue/Mbrakay, vimos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de despacho/ordem de nossa expulsão/despejo expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, em 29/09/2012.

Recebemos esta informação de que nós comunidades, logo seremos atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal de Navirai-MS. Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver na margem de um rio e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay.

Assim, entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio/extermínio histórico de povo indígena/nativo/autóctone do MS/Brasil, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça Brasileira.

A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas?? Para qual Justiça do Brasil?? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós. Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados 50 metros de rio Hovy onde já ocorreram 4 mortos, sendo 2 morreram por meio de suicídio, 2 morte em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas. Moramos na margem deste rio Hovy há mais de um (01) ano, estamos sem assistência nenhuma, isolada, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Tudo isso passamos dia-a-dia para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay.

De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs e avós, bisavôs e bisavós, ali estão o cemitérios de todos nossos antepassados. Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser morto e enterrado junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui. Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação/extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais.

Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal, Assim, é para decretar a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e para enterrar-nos todos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem morto e sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo de modo acelerado. Sabemos que seremos expulsas daqui da margem do rio pela justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo/indígena histórico, decidimos meramente em ser morto coletivamente aqui. Não temos outra opção, esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS.

Ativistas acorrentaram-se em frente ao Mnistério Público em protesto ao massacre, durante a articulação para MOBILIZAÇÃO NACIONAL em protesto ao genocídio dos Guarani-Kaiowaá, que ocorrerá dias 09 e 10 de NOVEMBRO.

Um ato público também foi realizado em 25 de Outubro, em frente à ESPLANADA DOS MINISTÉRIOS, em Brasília, com a instalação de 5 mil cruzes, cravadas no coração do Brasil.

Salve Dilma! Aqueles que irão morrer te saúdam. from Tekoa Virtual Guarani on Vimeo.

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PARA CONSTRUIR BELO MONTE VÃO TER QUE NOS MATAR!


A resistência ao projeto que pretende transformar a Bacia do Xingú em um gigantesco complexo gerador de energia, há 23 anos chamado de KARARAÔ e agora entitulado BELO MONTE, comomera seus 23 anos de ativismo. XINGU+23, evento paralelo ao RIO+20, realizado em ALTAMIRA/PA, ocupou o canteiro de obras da barragem e cavou uma vala, por onde a água do rio vazou. Foram celebrando rituais sagrados no local, como também na CÚPULA DOS POVOS, evento paralelo ao evento “oficial” chamado RIO+20, realizado na cidade do Rio de Janeiro.


Todas estas manifestações tem fundamento na cultura e filosofia dos povos e nações da região do rio Xingú. Ocorre que estes costumes tem sido preservados e acrecidos de informação atualizada sobre os direitos que eles tem, como proprietários ou guardiões de um Ecosistema que contém, talvez, a maior reserva de recursos e riquezas do planeta. Eles tem consciência da dimensão exata de sua responsabilidade, e não pretendem abrir mão dela.

Este projeto, mais do que extrair energia elétrica do complexo hidrelétrico de 60 BARRAGENS programados para TODA A BACIA DO XINGÚ, pretende eliminar esses povos, exterminá-los. Eles não cedem, não fazem concessões, não se corrompem, não traem uns aos outros, não se vendem. Eles são um verdadeiro pesadelo, são o grande imprevisto dos mandatários de nossos “governantes”, que são apenas representantes daqueles que de fato pretendem apropriar-se de nossos mananciais. Eles não contavam que justamente esta cultura, celebrada e apresentada nas manifestações e atos de ativismo da resistência contra o projeto, é uma cultura de guereriros, com um código de ética e conduta que nada tem de aborígene.

Ao contrário… Faz com que sejam organizados para sobreviver dentro da floresta e fortes para vencer os obstáculos que ela apresenta. Usando os fundamentos de sua cultura eles são um conglomerado humano, organizados como formigas tornam-se gigantescos em sua unidade. Não se sujeitam a nenhuma autoridade que não sejam as suas lideranças, eles sabem exatamente contra quem e contra o que estão lutando, e porque. Não poderão mais dizimá-los aos poucos, de maneira sistemática como vem fazendo, desde que assassinaram CHICO MENDES, até a recente execução de NÍSIO GOMES, para que seus crimes não tenham muita repercussão, e se percam na passagem do tempo. Raoni não chorou em vão diante da impunidade dos genocidas e ecocidas que tem simplesmente assolado as nações, humilhado seus valores e  abalado seus fundamentos. Raoni não chorou em vão. Suas lágrimas misturaram-se às águas do Xingu e infiltraram-se em nosass veias, como um poderoso estimulante acelerador dos nossos neurônios. Despertamos e emergimos. Não nos entregaremos. Nós não esquecemos nossos heróis mortos. Nós não perdoamos. Nosso cacique chorou!

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EXÉRCITO EM ARMAS CONTRA A SOCIEDADE CIVIL em BELO MONTE!

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Com o exército armado nas ruas. a pretexto de “escoltar” as autoridades representates deste governo predatório, o exército brasileiro está apresentando armas contra a Sociedade Civil em Altamira/PA. Os mandatários desta intervenção criminosa apresentam argumentos mal estruturados e frágeis, que logo se diluem em contradições diante do questionamento da Sociedade Civil, que tem estado presente, junto ao Ministério Público do Estado do Pará, para apurar as irregularidades e arbritrariedades do Governo Federal, que tem isentando de resposabilidades e tolerado todo tipo de abusos cometidos pela empresa responsável pela execução do seu projeto. Chamado KARARAÔ na época da ditadura militar e agora, BELO MONTE, este projeto veio comprovar que Dilma Roussef lidera um governo mais fascista que a própria Ditadura Militar, que, na época, não conseguiu implantar o projeto devido à resistência das lideranças militantes da região. Há um dossiê completo, que remonta de registros feitos ao longo DE 10 ANOS pelo Procurador da República do Pará, Dr. Prof. Felício Pontes Jr, postado em seu blog BELO MONTE DE VIOLÊNCIAS.

Se você quer saber de fato o que tem se passado em Altamira nessses 23 anos, relatado, não por um ativista ou manifestante, mas por uma autoridade do Poder Judiciário e mestre em Teoria do Estado e Direito Constitucional pela PUC-Rio, click no link que está no nome do blog do Dr. Felício Pontes, com tempo para leitura. Ai está TODA A VERDADE, não o que a mídia fala, ou o que dizem os “formadores da opinião pública” os mesmo que colocaram esses predadores no governo.

DSCN7227A Sociedade Civil está organizada lutando há mais de 20 anos, orientada por algumas lideranças que tem sofrido perseguição, ameaças de morte e alguns tem sido de fato assassinados, de CHICO MENDES  a NÍSIO GOMES. As famílias dos líderes exterminados tem sido assoladas, ou tem procurado exílio em países sensibilizados com a causa dos que lutam para defender a preservação da Amazônia e acabam necessitando de asilo em outra nação, para não ser exterminado em solo brasileiro.

Foto: Eduardo SeidlNão é falta de organização ou incompetência das lideranças, não é falta de recursos, pois temos feito manifestações em frente a instituições internacionais, em diversos países, durante esses quase 25 anos. As autoridades tem sido solicitadas a receber e negociar com as lideranças, toda a documentação necessária para os embargos e denúncias públicas tem sido encaminhada de forma satisfatória.

_TLD1969Mas os crimes continuam e progridem. Crimes de todo tipo: Assassinatos, desapropriação indevida, decurso de prazos e mudanças deliberadas de datas para entrega de relatórios de atendimento das CONDICIONANTES, irregularidades nas contratações e condições de trabalho para os funcionários, negação do direito legal de greve nas instalações da ELETRONORTE, fechamento do local para a imprensa independente, entre tantos outros.

Simplesmente nenhuma medida legal detém os crimes. A grave ameaça à população ribeirinha e aos povos nativos da região do rio Xingú é uma afronta à Sociedade Civil, não só brasileira, mas em todo o mundo. É uma prova de que os recursos legais, que são as ferramentas para fazer valer nossos direitos, são fictícios, e ao longo de seu trâmite acabam engavetados em alguma sala dos prédios de Niemeyer, no Planalto Central.

Foto: Verena Glass

Isso deveria ser motivo mais do que suficiente para que o povo brasileiro se sentisse ofendido, já que pagamos os impostos mais caros do planeta, pagamos os salários mais altos do mundo aos nossos políticos e, não obstante, ao seguirmos as regras de encaminahmento das documentações junto ao Ministério Público para fazer valer nossos direitos de cidadãos, fazer uso de nosso poder de decisão sobre nosso próprio patrimônio, eles nos olham com um ar de deboche, porque acreditamos nas instituições e respeitamos as leis, seguimos as regras e pagamos impostos. Nossos interlocutores zombam de nós, justamente por isso, porque eles não fazem o mesmo. As leis servem apenas de entrave para nós, enquanto eles as desprezam impunemente.

É um jogo desigual, de cartas marcadas, onde à Sociedade Civil são impostos todo tipo de regras com suas penalidades, mas os governantes estão isentos delas, eles são imunes e tornam imunes também aos que servem aos seus propósitos. Veja as dimensões do patrimônio que está sendo depredado, expoliado, roubado. A maior reserva de recursos naturais do planeta, 1/5 da água doce do planeta Terra está aqui. É seu, é nosso! Estamos lutando para preservar tudo isso. E você?

Saias do Marabaixo

O BRASIL NÃO CONHECE O BRASIL

AS SAIAS DO MARABAIXO

O MARABAIXO, a maior expressão cultural do estado do AMAPÁ, é uma tradição dos povos miscigenados entre índios e negros que foram aculturados. Em cada região do norte e nordeste do país eles criaram um tipo de sincretismo, para que o cristianismo da igreja romana não apagasse totalmente suas raízes culturais. Assim as culturas ancestrais sobreviveram, preservando a identidade do nosso povo.
À semelhança da Festa do Divino e outros rituais que fazem parte do nosso folclore mais conhecido, o MARABAIXO mantém as comunidades em constante atividade cultural, com seus centros comunitários de convivência e festivais, que levam a Macapá as caravanas das diversas comunidades, promovendo concursos e distribuindo prêmios.
A autoestima dos povos depende do cultivo de tradições culturais, que lhe confere uma identidade, orienta seus objetivos para o aprimoramento de suas habilidades naturais e o aprendizado dos costumes ancestrais. Isso promove a convivência nas comunidades, fazendo com que as famílias cooperem entre si, foratalecendo, através da solidariedade, as populações fragilizadas pela discriminação e pelas desigualdades sociais.
As canções tem letras singelas e preservam palavras usadas pelos negros no tempo do império. O ritmo lembra o jongo e outros ritmos da mesma categoria de ancestralidade. São os ritmos que deram origem ao samba, lambada, axé e similares que fazem parte da nossa cultura mais popular. Vamos falar dessas modalidades de raiz com frequência por aqui. Digo porque:
 
Através desses centros culturais os governos têm desenvolvido políticas públicas aproveitando a mobilização das comunidades, que neles organizam-se e articulam as providências necessárias para atender suas necessidades. As crianças são mantidas ocupadas, crescem com um sentido de identidade bem orientado, em contato com os mais velhos, com quem aprendem a tocar as “caixas” do marabaixo, ou a manejar com graça a saia em harmonia com os passos da dança.
  
“Levanta a barra da saia, sámoça
Que saia de roda custa dinheiro, samoça
E dinheiro custa a ganhar!”
A riqueza destas trovas é algo extraordinário! Adequado para a convivência das famílias, o conteúdo é singelo e bem humorado. As moças sorridentes balançam com graça a saia e concorrem, nos festivais, ao cobiçado título de PRINCESA DO MARABAIXO. Coisa bem linda de se ver…