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NANOTECNOLOGIA – Microrobôs no corpo humano

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A física e química quânticas abriram os precedentes para o desenvolvimento de tecnologias que interferem no ambiente microscópico e nos seus eventos. Desde a criação de tecidos impermeáveis, métodos preventivos à falsificação de cédulas, até a identificação de processos corrosivos em motores como os de aviões, em seu grau mais primário de desenvolvimento. Isso otimiza a manutenção de máqunas e prevenção de danos maiores. Na área da medicina, porém, as pesquisas são polêmicas, apesar das nanopartículas já terem papel importante no diagnóstico e no tratamento de tecidos cancerosos, como as partículas de ouro, os microcristais, chamados nanodiamantes, e as micropartículas magnéticas.

Estas partículas são equipadas com neuroreceptores específicos que as tornam compatíveis apenas com as células cancerígenas, fazendo com que elas se tornem inteligentes e viajem pela corrente sanguínea até acoplarem-se aos neurotransmissores das células dos tumores. Na imagem ao lado, o elemento azul é um nanodiamante portador de medicação quimioterápica. Ele viaja pela corrente sanguínea, encontra e integra-se ao tecido canceroso através dos neuroreceptores, e realiza o que chamam de  “DRUG DELIVERY“, evitando que a medicação de alto nível tóxico entre em contato com os tecidos saudáveis do paciente, eliminando os efeitos colaterias da quimioterapia. Obviamente as animações de vídeo, com imagens como a que está abaixo, que representam os NANOROBOTS, ainda não representam a realidade, porém a imagem ao lado demonstra uma tecnologia que já é usada em Oncologia. As pesquisas em animais, porém, revelam ainda falhas graves a serem resolvidas na aplicação desta metodologia em organismos vivos.

No caso de tratamento de doenças terminais, assumir os riscos que a nova tecnologia ainda apresenta é aceitável, já que o tratamento tradicional é quase tão nocivo quanto a própria doença. O problema de ultrapassar fronteiras, ir além dos limites que a natureza estabelece, quando se trata de organismos vivos, é que as consequências sempre são imprevisíveis. No caso das nanopartículas, elas atravessam as membranas que protegem o cérebro das partículas perigosas que viajam na corrente sanguínea, podendo alojar-se ali, causando danos cujas dimensões ainda não se pode avaliar. Podem também, à semelhança das partículas de amianto, causar sérios danos aos pulmões, como ocorreu nas pesquisas com animais. De volta á prancheta, é o que ocupa neste momento os neurônios mais brilhantes e carregados de eletricidade do planeta nos meados de 2012: A NANOTECNOLOGIA.

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