Austália

NASA E NOAA EMITEM ALERTA PARA INUNDAÇÕES

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2005  foi o ano mais quente registrado, desde que inciaram as medições, em 1880. A NASA e o NOAA, os dois maiores observatórios climáticos dos EUA, apontam que 2011 já alcançou esta marca, e concordam que as emissões de CO2 são a principal causa do fenômeno conhecido como AQUECIMENTO GLOBAL. A imagem ao lado foi captada via satélite pela NASA e ilustra as dimensões catastróficas das enchentes que ocorrem neste momento na AUSTRÁLIA, as quais não podemos deixar de relacionar com as catástrofes que ocorrem simultaneamente na região serrana do estado do Rio de Janeiro. A Defesa Civil contabiliza, até 14/01/2011 540 mortos, além de milhares de desabrigados e feridos, no que é a maior tragédia natural da história do Brasil. Os principais países emissores de CO2 hoje são a CHINA e os EUA, articuladores entre si de políticas não oficiais para ignorar as mobilizações internacionais das instituições encarregadas de implantar políticas e leis de regulamentação planetárias para estas emissões.

O atual Presidente do Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Deputados dos EUA, FRED UPTON, que antes de assumir seu cargo tinha um discurso preocupado com o “grave problema” das mudanças climáticas globais, acaba de fazer uma declaração á midia que aderir a estas a estas regulamentações, propostas pelos acordos internacionais, implicaria em destruir milhões de empregos e prejudicar a economia dos EUA, e que o assunto das emissões de CO2 são irrelevantes!

Ao clicar no útlimo texto em vermelho, você terá acesso às gravações destas declarações, feitas pela mídia dos EUA, inconformada com o cinismo do entrevistado, que, sem nenhum pudor, diz que “mudou de idéia” sobre o assunto. Interessante a mudança de opinião ter ocorrido imediatamente após as eleições…

Deixamos aqui nossa solideriadade às vítimas das chuvas na região da serra do estado do Rio de Janeiro, e enfatizamos nossa mobilização em retransmitir, através de nosso Twitter, todas as informações sobre as entidades arrecadadoras de doações para os desabrigados, as solicitações de doações de sangue para os feridos, ao que nos dedicaremos enquanto a emergência estiver em andamento. Insistimos em ressaltar que estas catástrofes tem dimensões planetárias e em alertar a importância de  uma mobilização de parte da população mundial, para pressionar os países resitentes ás medidas para regulamentação das emissões de CO2, principalmente CHINA e EUA, de maneira que sejam forçados a declinar de suas posições atuais, ou assumir diante do mundo o seu papel de assassinos em massa, responsáveis pelo massacre de milhares de pessoas em várias regiões do Planeta. Somos todos navegantes de uma mesma nave, a TERRA e temos que articular políticas planetárias para evitar que situações piores ocorram daqui para frente.

Além do Brasil e Austrália, outros 3 países enfrentam agora chuvas de volumes catastróficos. No SRI LANKA, Índia, as imagens dos desabrigados são familiares, mas de lá veio uma das imagens mais chocantes deste desatre ambiental: Um filhote de elefante, morto pelas águas, pendurado na copa de uma árvore após a vazante. Nas FILIPINAS já são 47 mortos e 400 mil desabrigados, por chuvas que não param desde o Natal. Um terço do país foi arrasado pelas cheias, com estradas e pontes destruidas, além das plantações de milho e arroz.

A Alemanha vem enfrentando enchentes catastróficas, como foi agora aqui no Brasil, desde 2002, quando teve a MAIOR ENCHENTE DA SUA HISTÓRIA. As cheias transbordaram, além do Elba, o rio Mude, o Danúbio, o Inn atingindo Áustria, República Tcheca, Rússia, sul da França, Suiça, norte da Itália e em Veneza o nível das águas alcançou o novo récord. Os temporais são violentos, com granizo do tamanho de pêssegos, pesando até 700 g.
Para encerrar, destacamos a diferença entre as autoridades que lidam com a catástrofe ecológica na Alemanha, e as dos outros países.

Primeiro, eles admitem  que o desastre é causado pelo aquecimento global do planeta, e o ministro alemão do Meio Ambiente, Jürgen Trittin, pediu esforços internacionais mais firmes para reduzir a emissão dos gases que provocam o efeito estufa. “Seria bom se outras nações fizessem tanto quanto a Alemanha em defesa do clima mundial”, disse o ministro. Trittin lembrou que o governo Schröder comprometeu-se a reduzir a emissão de dióxido de carbono (CO2) em 21% e já alcançou os 19%. Ele classificou os acordos internacionais fechados até agora como um primeiro passo importante, porém insuficiente. Em segundo lugar, desde 2002, medidas ambientais efetivas vem sendo tomadas, além de políticas públicas que diminuiram o impacto das cheias sobre a população e sobre a economia do País.

O diretor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Klaus Töpfer, também exortou as nações industriais a assumirem maior responsabilidade. Ele considera indispensável tanto poupar energia como continuar desenvolvendo as energias renováveis. O ex-ministro alemão do Meio Ambiente não tem dúvidas de que as recentes catástrofes climáticas sejam, em parte, obra humana, uma tendência a ser “maciçamente combatida”. Quem sabe, um dia, nossos governantes estejam neste nível de consciência e competência, ou pelo menos, até lá, deixem a MARINA SILVA e o ABERLARDO BAYAMA trabalharem…

 

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