Happy Halloween

SANDY chegou em New York para o HALLOWEEN

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Tudo bem, é uma montagem de Photoshop, mas nada do que acontece em NY pode mais deixar de ser cinematográfico, a cidade vendeu essa imagem, agora será sempre assim. Essa imagem circulou na web durante os dois dias do auge de impacto do furacão SANDY na cidade de New York,  sem esses dizeres, é óbvio, o que foi uma complementação de autoria da E-DITORA. Não se poderia deixar de fazer o link, e quem me conhece sabe que sou do time que perde o amigo, mas não perde a piada. A tradicional “PARADA DE HALLOWEEN” foi adiada pela primeira vez em 39 anos, tradição irlandesa trazida para a América, que tem origem na crença Celta de que, na véspera do “Dia dos Mortos”, algum tipo de portal é aberto permitindo a comunicação entre o mundo dos vivos e dos mortos. O HALLOWEEN de hoje já não tem a mística celta de sua origem irlandesa, mas banaliza e populariza o horror, uma ação coletiva quase infantil que busca ridicularizar o objeto de sua fobia, numa tentativa de sujeitar ou dominar o agente que domina pelo medo. Só que desta vez a celebração do horror não precisou ser encenada nem houve necessidade de performance ou representação nenhuma. O próprio terror apresentou-se pessoalmente, de véspera, sem a necessidade de representantes: Codinome… SANDY!

SANDY formou-se no Caribe como tempestade tropical e adquiriu força de Furacão, arrasando o Haiti, recentemente recuperado do terremoto de 2010, também registrado aqui em nossa Revista Eletrônica. Após atingir em cheio o Haiti e parcialmente Jamaica e Cuba, tomou a direção do norte, poupando a Flórida e avançando pelo mar até tocar novamente a terra em New York e imediações, na noite de 29 de outubro. Nesta região algumas condições climáticas improváveis deram à tempestade uma força brutal, com a qual devastou a região costeira de New Jersey e alagou Manhathan de maneira histórica. As galerias do metrô ficaram submersas e a água chegou quase ao topo das escadarias.

Sandy bateu vários records históricos, porém seu título mais comentado talvez seja o de fenômeno natural de maior custo financeiro da história dos EUA. SANDY custou caro, seus prejuízos ainda vão causar impacto na economia estadunidense por meses. Em contrapartida, poderá proporcionar a renovação da paisagem de alguns locais, como o  calçadão da praia de Rockaway. O Boardwalk de Rockaway Beach, no Queen’s, foi totalmente destruído,  restando somente a fundação de sua estrutura.

SANDY alcançou seu auge de fúria ao unir-se na atmosfera a uma massa polar, que estava nesta região do Atlântico Norte justamente na ocasião de sua chegada a New York. Originalmente como Tempestade Tropical, elevou-se à categoria de furacão e provocou mais de 50 óbitos no Haiti, onde seu impacto agravou-se ainda mais depois da tormenta. SANDY danificou muitas safras que iriam abastecer o país em breve e um surto de cólera já está deflagrado devido à contaminação das águas.

Também em Cuba o impacto será sentido nos próximos meses pelo desabastecimento, onde SANDY deixou ao menos 11 mortos. Foram mais de 170 óbitos no Caribe, causados pelo furacão.

O Governo brasileiro doou US$ 200 mil distribuídos entre Haiti e Cuba para auxílio de emergência. A mídia destacou a tragédia em New York e deu muito pouca ênfase aos danos sofridos no Caribe, o que foi muito criticado, porém devemos considerar que, embora os danos por fenômenos naturais no Caribe sejam tão mais trágicos, devido à miséria na qual a população destes países já vive ser agravada e potencializada pelas tormentas, eles são mais corriqueiros. Já em New York isso não é tão comum. Pelo menos até hoje nunca um fenômeno natural custou tão caro aos EUA como SANDY.

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