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IMPEACHMENT de Dilma Rousseff tira seu cargo, mas preserva seus direitos políticos

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Através de manobra INCONSTITUCIONAL, articulada pelos presidentes do Senado Federal, RENAN CALHEIROS, e do Supremo Tribunal Federal, RICARDO LEWANDOWSKY, o IMPEACHMENT de DILMA ROUSSEFF tira seu cargo, mas preserva seus direitos políticos. O desmembramento feito do parágrafo 52 da Constituição, que claramente determina a PERDA DOS DIREITOS POLÍTICOS ao réu condenado por má administração, vai contra, inclusive, uma decisão já tomada pelo próprio Supremo na ocasião do Impeachment de FERNANDO COLLOR de MELLO, em 1993. Nesta ocasião, Collor entrou com um mandato de segurança para tentar REAVER SEUS DIREITOS PERDIDOS pelo Impeachment que sofreu, e o STF INDEFERIU, de acordo com -> ESTE DOCUMENTO <- disponível para download no site do Supremo Tribunal Federal.

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A senadora KATIA ABREU encabeçou uma arrecadação de votos entre os senadores que apoiam as negociatas no legislativo, senadores estes pertencentes a todos os partidos. Como Katia, estes senadores não tem fidelidade a outra coisa senão os próprios interesses, e foram recrutados pela senadora do PMDB, que é abertamente a favor de DILMA ROUSSEFF, referindo-se ao Impeachment como “Golpe”. Este grupo de senadores votou em favor da preservação dos direitos políticos de Dilma, em resposta a uma manobra que fatiou o artigo 52 da Constituição, promovendo uma Emenda Constitucional ILEGAL, sem o trâmite necessário para isso.

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Uma rápida análise desta manobra revela a clara intenção de livrar DILMA ROUSSEFF das investigações da OP Lava Jato, e criar um precedente jurídico na esperança de blindar outros líderes políticos que estão desesperados com a eminência de intimação e prisão, devido ao andamento das investigações da Polícia Federal, que geram intimações e mandatos de busca ou prisões preventivas a todos os que participaram das transações ilícitas com o dinheiro público durante a gestão do PT. Sabe-se agora que não somente membros do PT, mas de vários outros partidos, estão empenhados em evitar serem alcançados pela OP Lava Jato, e a Sociedade Civil tem acompanhado de perto todas estas manobras, feitas através de instituições como STF, PGR, TRE, com o objetivo de dificultar a finalização das investigações, e até mesmo de OBSTRUIR A JUSTIÇA, como ficou comprovado sobre Lula, Delcídio do Amaral e Carlos Bumlai, que, entre outros, tornaram-se réus da Lava Jato por tentar impedir a Delação Premiada do ex-presidente da Petrobrás, NESTOR CERVERÓ, oferencendo à familia de Cerveró uma alta soma de dinheiro, conforme comprovado em áudio da conversa, que foi gravada.

Renan

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O agora Presidente em Exercício Michel Temer embarcou em seguida de sua posse, por volta das 20 hs, juntamente com o presidente do Senado Federal RENAN CALHEIROS, para a China, para atender sua agenda de compromissos, que inclui sua participação na cúpula do G20. Dentro de algumas horas publicaremos sobre as articulações dos Senadores da República para entrar com MANDATO DE SEGURANÇA contra o desmembramento INSCONSTITUCIONAL do artigo 52 da Constituição, promovido por Renan e Lewandowsky, que já está sendo redigido no Senado Federal.

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Dilma é ré do processo de Impeachment

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Dilma agora é oficialmente ré do processo de Impeachment. Neste momento, em sessão extraordinária no Congresso Nacional, com quórum de 80 Senadores da República, a presidente Dilma Vana Roussef foi afastada de seu cargo, condição em que permanecerá até a finalização dos ritos, prevista para 25 deste mês. O relatório do Senador Antonio Anastasia foi aprovado na íntegra por 59 votos a favor contra 21,  numa sessão extraordinária no Senado Federal, com duração de 15 hs, tendo sido encerrada às 2:30 hs do dia 10 de agosto de 2016.  A aprovação do parecer com maioria esmagadora indica que a maioria também votará em favor do Impeachment, daqui a 15 dias, quando Dilma será definitivamente afastada da presidência, para então ser julgada por seus crimes não mais pelo Senado, mas pela Justiça.

Em exaustivos trabalhos, os Exmos Senadores tem se sujeitado durante 4 meses a todo tipo de procrastinação e tentativas de protelar ou inviabilizar a continuidade dos trabalhos, medidas estas tomadas pela bancada governista, que é minoria no Senador Federal. Desde abril deste ano, quando o processo foi aprovado pela Câmara dos Deputados, o povo brasileiro tem, não só acompanhado os Ritos do Impeachment, mas tem voltado às ruas para manifestações pacíficas em apoio às instituições que o representa em Brasília.

O despreparo para argumentar de modo apropriado dos Senadores contrários ao impedimento de Dilma, e equívocos primários cometidos pelo advogado de defesa da presidente afastada, tornaram-se motivo de inquietação por parte do povo que acompanha o processo desde o início. Atitudes inapropriadas e provocações com ofensas pessoais foram a base dos trabalhos da defesa de Dilma.

O fato é que, sujeitando-se a um número desnecessário de testemunhas da defesa, o que arrastou o processo por vários dias de depoimentos, e a todo tipo de tentativas da defesa de OBSTRUIR o andamento do processo, o Senado Federal deu à defesa de Dilma o maior e mais amplo direito de defesa jamais visto na República. Laudos técnicos de todo tipo foram anexados ao processo, análises financeiras, cópias de decretos e relatórios financeiros, que terminaram por legitimar ainda mais as acusações contra Dilma, e honrar a acusação, por sua atitude extremamente democrática, permitindo debate amplo e aberto por 4 meses.

Até o final do prazo para a finalização do processo de Impeachment, nós postaremos detalhes sobre as manifestações do povo brasileiro nas ruas durante os meses em que os ritos foram realizados no Congresso Nacional e destaques do histórico deste processo, que ocorre desde a COPA DA FIFA, com panelaços e todo tipo de protestos pacíficos, que culminaram na aceitação do Pedido de Impeachment de Dilma Roussef pelo então Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, agora também afastado por ser investigado pela Operação Lava Jato, por corrupção e desvio de verbas públicas.