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Escritora profissional desde os primeiros roteiros cinematográficos em 1978, Porto Alegre, tem um livro, NÃO DIGITAL, editado e publicado pela Masterbook em 1999, São Paulo, à venda em vários sites na web:

Pag Mercado Livre

 

 

 

 

 

 

 

 

Clique na foto para ler o poema.

EU SEI QUE TENHO QUE ACORDAR

EU SEI QUE TENHO QUE ACORDAR

Em meios aos véus dos meus delírios
Debato-me entre amarras delicadas
Como teias são as tramas destes sonhos
Onde penso que estou acordada
E penso que falo e sou ouvida
Sinto que toco e sou tocada
Penso ver e creio que sou vista
Mas de tudo nada disso permanece
As palavras são só sons aleatórios
As imagens são difusas e instáveis
Tudo é breve e sempre desvanece.

 

Eu sei que tenho que acordar
Sei também o que quero esquecer
E para acordar vou ter que assumir
Conseqüências de uma escolha infeliz,
Uma escolha que eu mesma fiz.
Se eu lembrar, não vou mais poder mentir
Que, enganada, eu fiz o que não quis,
Nunca mais nem sorte nem destino
Serão álibis dos meus descaminhos…

 

Se eu lembrar, não vou poder fingir
Que outro alguém tem o poder de decidir
O que é e o que será de mim
Nem sequer mais transferir
Para outro além de mim
A responsabilidade do que sou.
Eu sei que tenho que acordar
Mas pra isso terei que confessar
O que foi tão forte
Aqui, dentro do meu peito,
Que me arrastou assim
Para tão longe
Da minha própria consciência.
Me trazendo a este esquife

Do eterno esquecimento
Daquilo que eu realmente sou.

 

“Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”

Saulo de Tarso em carta aos romanos, cap.7 vv 24.

Azul

AZUL – Tanto Sol V

Eu não podia deixar de postar TANTO SOL. Trata-se de uma série de sete poemetos, que foram surgindo na medida em que me aprofundava numa pesquisa sobre a LUZ. Fui remexer nas pesquisas de Einstein por curiosidade, e acabei passando dois anos e meio envolvida com essa obra séptulpa. A princípio fluiram logo os cinco primeiros poemas, sendo este aqui o quinto, o AZUL.

Quando escrevi o AZUL, travei, porque mergulhei profundamente na experiência que descrevo neste poema. Apenas uma ou duas pessoas tiveram o insight de que este poema descreve algo que eu vivi, de fato.
Lá pelo meio do processo alguém quis me encomendar um poema que julgava estar “faltando” no TANTO SOL, um poema para a cor ROSA, solicitação que precisei declinar devido ao fato de que rosa NÃO É UMA COR, é uma ilusão de ótica. Trata-se da inversão do verde, logo, o rosa não existe. Foi o que expliquei na tentativa de me justificar, pois TANTO SOL só teria sete poemas, um para cada uma das unidades da escala cromáticas. Não teve jeito, sei que causei uma decepção, porque essa coisa do rosa está relacionada com uma propensão à dissociação de certos aspectos da realidade, e lá fui eu de novo num looping que durou mais uns seis meses…
Estou escrevendo uma crônica com este título: ROSA É UMA COR QUE NÃO EXISTE. Assim, quando postar aqui o texto, vocês já sabem a gênese da crônica. Por enquanto fiquem com o AZUL. Este existe, e no poemeto digo o que entendo ser esta cor. No próximo poemeto da série TANTO SOL continuo contando esta saga de dois anos e meio, que ficou registrada em minha página no site literário BLOCOS ONLINE, através de minha querida amiga LEILA MICCOLIS .